Homem de Ferro Noir
Se Tony Stark tivesse frequentado os idos dos anos 30 certamente ele não seria apenas (APENAS?) um playboy, gênio, filantropo e bilionário. Ele seria um… um… Indiana Jones, um Nathan Drake?
É mais ou menos isso que a saga do “homem de lata” no universo Noir propõe.
Escrita por Scott Snyder (Batman, dos Novos 52), e desenhada por Manuel Garcia (Os Vingadores, de 1998 à 2004), Homem de Ferro Noir se passa em 1938 e tem uma estética que beira o steampunk, diferente da série do Aranhudo, mostrando um Tony Stark aventureiro, sempre acompanhado de James Rhodes, e recebendo o auxílio de Jarvis, um velho amigo do seu pai. As aventuras do excêntrico Tony Stark também são acompanhadas por um cronista, inicialmente Virgil Munsey e posteriormente Pepper Potts, responsável por publica-las na revista Marvels: As Aventuras dos Grandes Homens. Destaque para a participação do Namor, como o velho e famigerado lobo do mar Capitão Namor, e para a breve, mas não menos irada, participação do filho de Ódin, Deus do Trovão, Loiro, Alto, Lin… aí já é demais, Thor.
SINOPSE
Em fins dos anos 1930, o estoico aventureiro Tony Stark é um homem de ação sempre às voltas com aventuras perigosas. E, ultimamente, os riscos inerentes às suas proezas têm ameaçado não apenas a si mesmo, mas também a todos aqueles que o rodeiam. Sua próxima incursão aventureira o colocará no rastro de uma antiga civilização perdida cujos segredos também são cobiçados por um terrível grupo formado por indivíduos nada comuns… Por outro lado, alguém que se veste com uma armadura poderosa e se diz chamar Homem de Ferro, igualmente, não é algo nem um pouco convencional! Prepare-se para mais uma história da linha Marvel Noir, desta vez estrelada pelo herói blindado da Casa das Ideias!
A história começa muito bem, com reviravoltas, traições, mistério, e todos elementos indianajoneanos que já conhecemos. E tem tudo para se tornar cada vez melhor, com inserção das indispensáveis máquinas de guerra, artefatos mágicos/científicos/históricos, nazistas, Barão Zemo e uma boa dose de ação. Contudo, o desfecho não foge do óbvio e deixa o leitor com aquela cara de: “Então tá, né? É isso que tem pra hoje”. Homem de Ferro não é nada indispensável, mas é uma boa leitura para quem gostaria de ver uma abordagem alternativa para o Homem de Ferro e seu alter ego Tony Stark, ou seria o contrário?
A edição que chegou ao Brasil pela Panini Books possui a já conhecida qualidade gráfica das outras publicações da série Noir (até agora: Homem-Aranha 1 e 2, X-Men e agora Homem de Ferro), capa dura e papel couché, ao preço de 21 Dilmas e 90 Lulas (R$ 21,90). A edição também acompanha as capas originais e roteiro de Snyder. Você pode comprar em qualquer livraria, banca ou em vários sites presentes da fantástica rede mundial de computadores, eu indico esse aqui: Liga HQ Online.


